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Já
conhecido e premiado pela sua intensa atividade poética, Aroldo
Ferreira Leão resolveu tornar real a vontade de também expressar-se
pela música.
O resultado é o Cd "Sacolejos e Manejos", onde Leão
aborda o forró tradicional em 14 composições. "Estou
atrelado às duas (poesia e música) a todo instante",
afirma Aroldo, sobre a relação entre música e poesia,
em sua vida.
"Sacolejos e Manejos" foi gravado em Juazeiro, com a participação
de músicos locais. A gravação, produção
e masterização - esta última feita pela MCK - foram
bancadas de forma independente pelo próprio Aroldo.
Ele pretende lançar o disco no próximo mês em Natal,
onde residem seus familiares e logo em seguida na região do São
Francisco, sua terra adotiva, que inclusive foi homenageada - junto a
amigos e familiares - nas fotos do encarte do Cd.
"Esse primeiro Cd de forró é apenas o início
de um caminho que pretendo trilhar com muita força", disse
o poeta e compositor, acrescentando que pretende se aventurar inclusive
em outros estilos musicais. Sua intenção é de acordo
com suas palavras "colocar um padrão de qualidade para cada
coisa que eu pense em termos de música".
Ao contrário do que podem estar pensando alguns, Aroldo Leão
não está embarcando na onda que colocou o forró tradicional
- reclassificado um tanto pejorativamente como "universitário"
- na linha de frente da música brasileira. O projeto de um Cd de
forró ele concebeu há vários anos e a composição
musical não é arte nova em sua vida - Aroldo compõe
desde criança.
Mas ele considera importante a revitalização do estilo.
"A questão da revitalização é importantíssima,
não só do forró, mas de qualquer estilo musical",
disse. "Agora, para o forró, é interessante voltar
as raízes, mas não pode deixar de ter letras criativas,
que muitas vezes o forró deixa a desejar nesse aspecto", disse,
citando como exemplo de poesia-musical popular a dos repentistas. "O
repentista consegue dar um padrão de qualidade imenso à
poesia, a partir de determinada estética - sete sílabas,
dez sílabas. São coisas sofisticadas e são para o
povo", observa Aroldo Leão.
O poeta também criou uma home-page (www.aroldoferreiraleao.com.br)
que estará disponível a partir de julho. "Lá
estarão todos os meus livros para download e mais o meu Cd, para
que as pessoas possam adquirir", disse. "A gente vem abrindo
espaço e mostrando também que na região pode-se fazer
coisas de qualidade", afirmou. "Hoje em dia a coisa está
muito massacrante, em qualquer aspecto da arte, literária, musical;
a coisa é bastante medíocre. Mas a gente pode mudar isso
a partir de nossos próprios esforços, sonhos, desejos. E
esse Cd é nada mais que sonho".
Biografia
Resumida
Aroldo
Ferreira Leão, 33 anos, nasceu em Parnamirim (RN). Desde os 15
anos escreve com freqüência, já contando com mais de
10 mil poemas escritos. É formado em Engenharia Elétrica,
com ênfase em eletrônica e cursa matemática na UPE/FFPP.
Atualmente é auditor fiscal da Secretaria da Fazenda no Estado
da Bahia.
Começou a publicar seus primeiros trabalhos no jornal cultural
"Vôo Primeiro de Uma Arribação" em Natal,
na década de 80.
Tem treze livros de poesia publicados ("Como Nasce o Amor",
livro infantil, é o último) e aparece em nove antologias,
a mais recente delas "Poetas em Rebuliço", apresentando
poetas da região do São Francisco. Também escreve
crônicas, contos, romances e textos para teatro. Além disso,
Aroldo Leão tem um "acervo" de mais de 400 canções
de sua autoria, nos estilos mais variados - do forró ao rock, passando
pela MPB e samba.
Leão integra o Conselho Acadêmico do Clube dos Escritores
de Piracicaba e é membro da Internacional Writers Association,
entidade que reúne escritores de todo o mundo, com sede nos Estados
Unidos. Faz parte ainda da União Brasileira dos Escritores, sendo
o atual presidente do núcleo Petrolina. Dentre diversos prêmios
literários, ele destaca a Menção Honrosa da Academia
de Letras de Paranapuã, no Rio de Janeiro em 1999, e o 3º
lugar com o conto "O Quarto de Teobaldo", no concurso promovido
pela AGEdições em São Paulo, também em 1999.
"Minha
vida me recria no tempo e no sonho, me une às circunstâncias
da musicalidade das incertezas que me reencontra nos acordes de meus fantasmas.
Minha música sou eu" - Aroldo Leão
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Jean Jacques, pseudônimo de Jean Carlos Corrêa, é jornalista
e guitarrista
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