|
O
poeta Aroldo Ferreira Leão lançou sexta-feira passada na
Chopp-point (Shopping de Petrolina) seu 4º livro de poesias intitulado
"Presságios". O livro, composto de 102 poemas curtos,
busca a essência sutil das dúvidas e angústias do
ser humano diante da realidade que o consome. O poeta, que também
escreve contos, crônicas, romances, já se prepara para o
próximo ano lançar livros com estes outros estilos literários.
Escrevendo desde os 15 anos de idade, contando com um acervo de mais de
10.000 poemas escritos, o vate continua a penetrar no abismo sem fim de
suas sensações e intuições procurando resgatar
a clareza suscinta das perspectivas que o envolvem na teatralidade brusca
do mundo.
Escavacando a si mesmo, vai penetrando nos vazios de suas próprias
inquietudes, revelando sempre uma profunda vontade de criar, de transpor
limites, de correr riscos e sensações. Os seus outros livros
intitulados, respectivamente, de A Trilogia da Dor, lançado em
1995, Carta do Tio João Cordeiro, lançado em 1996, e Alfabetizando
a Alma, lançado em 1997, também procuram discutir a essência
da alma humana, os conflitos itinerantes que cada um carrega dentro do
seu mundo interior. O poeta que também é engenheiro elétrico
e atualmente exerce a função de auditor fiscal do estado
da Bahia já possui no prelo os livros de poesias o Espectro do
Incerto e Evidências Dissonantes, sendo que este último será
lançado pelo "Clube dos Escritores de Piracicaba/SP",
entidade onde o bardo é membro titular e pretende lançar
em 1998 seu conto-romance O Quarto de Teobaldo e seu livro de crônicas
O Espelho dos Labirintos. Quem se interessar em adquirir quaisquer um
dos quatro livros já editados pelo poeta Aroldo Ferreira Leão
deve se dirigir as principais livrarias de Juazeiro ou Petrolina.
Eis aqui transcrito o primeiro poema do livro Presságios, uma pérola
em forma de versos:
"Há um tempo dentro do tempo,/Há uma morte para cada
ressureição,/Há um silêncio invadindo as atmosferas/Dos
universos mais sozinhos,/Há ciclos de serenidades nas almas/Mais
aperriadas e complexas,/Há vida dentro dos abismos".
|