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O autor experimenta
do verso livre ao soneto, passando por vários climas
PETROLINA
- Um eclético sarau poético envolvendo recital de poemas
assinados por Drummond, Paulo Mendes Campos, Vinícius de Moraes,
Mário Quintana entre outros, além de performance teatral
e musical e uma exposição sobre Caetano Veloso, constituiu
o pano de fundo do lançamento do livro A Trilogia da Dor, do potiguar
radicado em Petrolina, Aroldo Ferreira Leão, 27.
Depois de autografar o livro no Eldorado do Sesc, Aroldo se prepara agora
para lançar sua primeira antologia poética em outras cidades
do interior do Estado, como já fez em sua terra natal, Parnamirim
(RN). A Trilogia da Dor reúne cem poemas trabalhados nos últimos
três anos, incluindo outras obras feitas desde que despertou para
a poesia, aos 15 anos.
Experimentando desde o verso livre ao soneto, passando por climas líricos,
românticos e até cômicos, o jovem poeta já escreveu
cerca de sete mil poemas. Entre os que compõem o livro, ele destaca
os poemas Antológico, Soneto de Menino e Fundo do Poço.
Em vários versos, ainda, ele procura definir o ofício do
poeta que para ele "é a graça da beleza".
TEATRO E
FICÇÃO - Aroldo Ferreira Leão também vem experimentando
a linguagem teatral e vez por outra experimenta o conto. "Estou apenas
aprimorando este lado", confessa, pois a poesia me domina".
"Sem firulas, sem truques, Aroldo vai compondo versos aos borbotões",
escreve a seu respeito o poeta e compositor de Ouricuri, Virgílio
Siqueira, na apresentação do livro, que é ilustrado
pelo desenhista Mateus Veloso, autor da capa. Até o final do próximo
ano, o autor pretende apresentar as outras duas partes da sua trilogia
da dor.
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