| NUNCA
(A Trilogia da Dor)
Nunca
se entendeu.
Chorava demais
Preso à hipocrisia
De si mesmo. Seu
Espírito era
Amplo
como o vôo
De uma pétala, em
Círculos, no espaço.
A dor elevou-o.
Construiu na sua
Própria
solidão
O reino dos fracos
E indecisos. Foi
Uma sombra dos
Medos que o marcaram
O
tempo todo. Ele
Sabia que a vida
Por mais que ferisse
Sempre lhe mostrava
Meios de escapar
Da
dor e viver
Mais intensamente
O seu dia-a-dia.
Foi um homem fútil,
Passou como os ventos.
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